quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia de S. Valentim



17 anos é já metade da minha vida...Dez desses anos foram passados na euforia do namoro, com algumas turbulências mas num crescimento mútuo! Amadurecemos juntos, passamos por altos e baixos, mas passámos acima de tudo momentos magníficos, inesquecíveis, o balanço foi positivo e finalmente lá casámos...Talvez mais exigentes um com o outro porque afinal agora temos um compromisso, no papel, mas acima de tudo no nosso coração, e é esse que efectivamente importa, por ele construímos uma família, temos uma filha linda e temos o nosso amor, amizade e companheirismo.
Já não vivemos aquelas euforias da paixão louca de dois jovens adolescentes, mas vivemos uma comunhão de vida que ultrapassa tudo isso.
Neste dia apenas posso desejar que se mantenha assim até ao fim das nossas vidas!
"...É amar-te assim perdidamente,
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente..."

Ao amor da minha vida...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mar imenso...


Ao olhar esta imagem o meu coração enche-se de calma apesar da turbulência que atravessa, tal como as ondas ao baterem na praia num dia de tempestade.
O mar transposta-me para uma dimensão diferente, podera eu estar sentada junto a ele e talvez me sentisse mais leve, mais feliz.
A vida é feita de pequenos nadas que nos fazem continuar a nossa viagem, é tão simples olhar para o lado e ver que não caminhamos sozinhos...Mas porque é que tantas vezes nos esquecemos e ignoramos quem caminha connosco?! É preciso respeitar para ser respeitado e caminhar de mão dadas porque sozinhos não conseguimos alcançar a felicidade.
Por vezes enfrentando tempestades, mas sempre com a certeza de que depois virá a bonança.

Alentejo



O ALENTEJO

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar. O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano. Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe. Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre. Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina. Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos. D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?» Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar. E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve. Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama. Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram. E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis. Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor.«Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?» Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão.. Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu! É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Parece-me uma justa homenagem aos alentejanos que muito admiro a uma terra maravilhosa que aprendi a amar, ainda que nem tudo sejam rosas...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Adoro-te, mamã!


Hoje comecei o dia da melhor maneira, logo de manhã ao sair de casa recebi um abraço da minha princesa, um abraço tão forte que terminou da maneira mais doce que podia terminar, quando ela me disse...Adoro-te mamã!
Também te adoro filha...Apesar de a vida nem sempre correr de feição, tu és a razão de eu acordar de manhã sempre com esperança de que amanhã será melhor e acima de tudo com a certeza de que vale a pena cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia para estar ao teu lado e ver-te crescer.
Estás já uma menina, que orgulho, a mãe quer ser sempre a tua melhor amiga, companheira inseparável, e estarei sempre contigo para te dizer adoro-te...Vezes sem fim!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Parabéns!


Não podia deixar de partilhar a emoção de "ver" nascer mais um bebe, de uma grande amiga, que adoptei como irmã!
Parabéns Mafalda, a partir de agora a tua vida está plena de significado e responsabilidades, todos os teus actos passam a ter um sentido especial, tudo o que fizeres na tua vida será sempre a pensar no melhor para o teu filho.
É uma luta diária mas compensada por cada gesto do teu pequeno bebe...Em pouco tempo vai crescer e tornar-se criança, adolescente e finalmente adulto, completando mais um ciclo da vida...Por isso sente cada minuto, suga cada segundo para ao olhares para o passado não sentires nostalgia e saberes que não perdeste nada. Os nossos filhos são sem dúvida o melhor do Mundo!
Para ti e para o Pedro um beijinho muito especial, sabes bem que estou tão feliz como se o Sebastião fosse um sobrinho de verdade, desejo-vos o melhor...Contem sempre comigo
O Sebastião nasceu no dia 22 de Janeiro às 21h38 com 47 cm e 3,020 Kg no Hospital da Estefânia

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Em Monsanto

Inesperado surgiu um fim-de-semana em Monsanto, entre penedos e um magnífico céu azul!
Que bom é fugir da loucura da cidade para aquela paz, numa casa antiga de família que se transformou num refúgio maravilhoso.
Os avós, os netos e as filhas lá partiram para uns dias em família...Foi tão bom! Os pequenos gozaram as loucuras de um sótão transformado em espaço de brincadeiras dedicado a eles...Que loucura e que inveja! Quantos de nós não gostariam de ter tido um sótão de brincadeiras com um baú cheio de brinquedos, uma casa de bonecas e uma piscina de bolas?! Pois é, eles têm tudo isso e um quintal para brincarem com um pequeno jardim apenas deles onde podem semear, escavar e tudo mais que tiverem vontade! É assim em Monsanto em dias de Inverno, com as lareiras acesas olhando para uma paisagem imensa onde se avista ao longe a Serra da Estrela cheia de neve.
É sempre tão bom ir, pena é que tenhamos que voltar para a loucura, mas aproveitamos sempre enquanto estamos e os pequenitos ainda mais!

Amor e Paixão


Dia após dia questiono a razão de ser da nossa existência, efémera estupidamente vivida entre conflitos, impregnada de maldade e falta de confiança...Dia após dia descubro que a vida vale a pena ser vivida em plenitude ao lado daqueles que amamos, sabendo que nada trairá esse amor, o amor incondicional de pais e filhos, sublime que cresce em cada dia. Hoje que sou Mãe descubro diariamente os mistérios desse amor capaz de ultrapassar todas as tristezas, por cada abraço, por cada sorriso sei que vale a pena viver cada minuto e conto no relógio o tempo que falta para rever aquele sorriso!
Hoje sei valorizar ainda mais aquele amor que os meus Pais me dão, e as privações que passaram ao longo da vida, em períodos mais difíceis, mas sempre lutando para que o futuro fosse mais risonho para as suas filhas...Esse amor não se pode nunca agradecer mas retribuir com mais amor...Espero conseguir retribuir tanto como tenho recebido!
A paixão...Louca paixão dos tempos de juventude, sem comparação com qualquer tipo de amor, apenas louca, carregada de vazio sentimental e inundada de fugacidade! Também o tempo a transforma num amor terno em que o respeito pelo outro é a tábua de salvação e o segredo da longevidade. Transforma-se num amor cúmplice, numa amizade sublime, num carinho inabalável, com uma pitada de loucura!
Uma paixão de escola transformou-se num percurso de vida, por vezes sinuoso mas com um balanço sempre positivo, o tempo não pode nunca apagar os momentos bons mas fará esquecer os maus, que ficam apenas como notas de rodapé numa linda história de amor. Nem sempre é fácil compreender-te, nem sempre estou como gostaria, nem sempre dou o que devia, mas estou sempre ao teu lado, para seguir um percurso de vida que espero longo e feliz. Amo-te!
Esta sim é a diferença entre amor e paixão...Na paixão não se ama, é apenas um querer louco! Para amar é preciso crescer, respeitar e compreender e regar com uma pitada de loucura para que a paixão nunca morra!